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7 Paladares a não perder

Coimbra cidade de privilégio, influenciada pela sua localização no vale do rio Mondego e pela proximidade à Serra da Lousã – é rica também à mesa.

Com uma gastronomia repleta de diversidade, faz beber as suas raízes num importante legado monástico, fruto da tradição secular dos muitos mosteiros e conventos que aqui existiram, que explica uma tão grande variedade em especial no que toca à doçaria.

 

 

Chanfana

É dos pratos mais típicos da região. Confecionado com carne de cabra velha temperada com alho, louro e sal que depois de colocada numa caçoila de barro preto se cobre com vinho tinto e vai ao forno a lenha durante várias horas. Geralmente serve-se acompanhada de batata cozida e grelos.

Arroz de Lampreia

Trata-se de uma iguaria muito valorizada, uma vez que apenas entre os meses de janeiro e abril é que a lampreia pode ser pescada, dado o seu ciclo de vida e desova. Este peixe, que passa grande parte da sua vida no rio Mondego, pode ser confecionado de diversas maneiras, mas a mais popular é usando o seu próprio sangue para fazer arroz de cabidela.

Arrufada

Originária do Convento de Sant’Ana, é um bolo seco (tipo pão doce), de longa conservação, duplamente fermentado, em forma redonda e com uma coroa no cimo. Foi um doce que cedo se expandiu para além dos muros do Convento, devido às vendedoras de Arrufadas que andavam pelas ruas da Baixa a apregoar e a vender as Arrufadas.

Pastéis de Santa Clara

O Mosteiro de Santa Clara em Coimbra era detentor de um vasto receituário, nomeadamente de doces conventuais, mas foram estes pastéis com recheio de ovos, amêndoas e chila que se tornaram os mais afamados de todos. Estes pastéis em forma de meia lua e polvilhados com açúcar em pó encontram-se à venda em diversas pastelarias da cidade.

Leitão à moda da Bairrada

Dada a proximidade de Coimbra à região da Bairrada, de onde este prato é originário, são vários os restaurantes na cidade que oferecem esta iguaria tão apreciada. Este prato consiste em colocar um espeto num leitão com não mais do que quatro quilos, temperado com pasta de sal e pimenta no seu interior, de onde foram previamente retiradas as entranhas, e levá-lo ao forno a lenha durante cerca de duas horas. O segredo está na assadura, que implica ir rodando os espetos para que o leitão vá assando lentamente por forma a que no final a sua pele se encontre crocante e estaladiça e a carne suculenta e perfeitamente temperada.

Crúzios

Este doce surgiu recentemente com base numa antiga receita do Mosteiro de Santa Cruz, sendo exclusivamente confecionado pelo Café Santa Cruz, vizinho do antigo mosteiro e um dos cafés mais emblemáticos da cidade. Trata-se de um doce que tem uma base de farinha e manteiga, recheio de creme de ovo e é coberto por amêndoa laminada polvilhada com açúcar.

Manjar Branco

É um dos doces mais antigos da cidade ligado ao Mosteiro de Celas. Devido à sua forma peculiar, é popularmente conhecido pelo nome de “maminha de freira”. Confecionado com ingredientes surpreendentes tais como peito de frango, farinha de arroz e chá de flor de laranjeira, este doce é tradicionalmente servido em bases de barro vermelho.

Para além destes 7 paladares é imperativo não esquecer iguarias típicas tais como: as Escarpiadas da zona de Cernache, a Lampreia de Ovos, as Barrigas de Freira, as Talhadas de Príncipe, entre muitos outros de origem conventual, o Arroz Doce à moda

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